Segundo a FIFA, a Copa do Mundo de 2014 deverá atrair ao Brasil aproximadamente 1 milhão de turistas estrangeiros,o que irá fazer com que aprendemos a falar inglês. Que ótimo para os negócios, não é mesmo? Bem, não é bem assim. Temos um gargalo.

Antes de falar deste nosso gargalo deixe-me contar uma pequena passagem.

No ano passado viajei de férias à Turquia. Já havia inclusive morado na Grécia, onde o turismo é muito difundido, mas confesso que fiquei temeroso quanto à minha comunicação na Turquia, pois é sabido que turismo é algo novo naquele país. A Turquia é um país de maioria muçulmana, conservadora e abriu suas fronteiras para o turismo de massa recentemente. Porém, minha surpresa foi enorme quando lá cheguei, pois todos se comunicam em inglês. Desde o recepcionista do hotel, mensageiro, camareira, garçom, bartender, vendedor de pipoca e de picolé. Veja bem, eu falei que eles se comunicam, eles não falam inglês. Mas já não basta? É suficiente sim porque passei dez dias lá e não tive nenhum problema para conseguir o que eu queria e eu, obviamente, não falo nada de turco.

Voltando ao caso brasileiro, imaginem o cenário que os turistas encontrarão aqui. Eu mesmo não gostaria de estar no lugar deles. Eu, por exemplo, moro em uma cidade turística (Maceió). Contudo, fazendo uma enquete pela cidade descobri que de todos os hotéis apenas um está preparado para receber turistas estrangeiros. E somente a recepção, porque nos outros setores ninguém fala nada. Agora imaginem os restaurantes, museus, lojas de shoppings, feiras de artesanatos e etc.

Um dos cenários com sérios problemas é Recife que será sede da copa. A Top English 100% Conversação já opera em Recife, mas apenas um hotel faz a qualificação conosco. E olha que a Top English é a única escola de inglês que possui um curso de conversação específico para garçons (área de A e B dos hotéis) e outro específico para camareiras e mensageiros. Ainda não damos aula em nenhum restaurante de Recife. Imaginem o caos que será.

Em Aracaju, onde a Top English já está desde o final do ano passado e que será sub-sede de Salvador é impossível encontrar alguém que pelo menos resmungue em inglês nos locais que estarão diretamente ligados com o atendimento aos turistas.

Por ocasião da minha visita a Curitiba para abrir nossas franquias lá ainda este mês, eu também fiz uma enquete na cidade, lá nenhum restaurante possui staff capaz de se comunicar em inglês. E mais: nenhum deles nem sequer possui o cardápio em inglês.

Em Goiânia, cidade onde a Top English 100% Conversação já opera e que será sub-sede de Brasília, mesmo cenário. Lá ainda é pior porque não é uma cidade turística e por isso mesmo os empresários e profissionais não investem no aprendizado de inglês.

Só para ilustrar, tem aquela estória da brasileira que chegou aos Estados Unidos para trabalhar e logo de cara encontrou um emprego como “bus girl” (ajudante de garçom). Quase não falava nada de inglês. Só entendia palavras perdidas. Foi aí que uma cliente ao terminar sua refeição se dirigiu a ela e disse: Can I have some watermelon for dessert please? Ela apenas entendeu “watermelon” (melancia) e talvez “please”. Só que “watermelon” é a junção de duas palavras, “water” (água) e “melon “(melão). Aí vocês até já podem imaginar o que aconteceu, ou seja, ela voltou logo toda faceira com uma fatia de melão e um copo com água.

Assim sendo, já dá para visualizar a cena. Quando os turistas aqui estiverem nossos profissionais atendentes terão que fazer cursos de teatro para aprenderem a fazer mímica, pois acho que será a única forma de comunicação possível. O que é uma pena, porque inglês para comunicação básica é muito fácil e rápido de aprender, principalmente pela nossa metodologia.

Quer estudar inglês?

Maceió | Recife | Goiânia | Teófilo Otoni | Aracaju | Curitiba

One comment

  1. olá sou estudante de letras inglês e gostaria de uma oficina de inglês para comunicação básica para ser trabalhada com alunos do ensino médio

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